







Como já relatei numa postagem mais antiga, os caldeirões é um lugar místico, cheio de lendas, de segredos e mistérios. Sua profundidade em alguns pontos é desconhecida. As formações rochosas submersas escondem passagens secretas, que só foram conhecidas por um padre holandês que habitou aqui muito tempo. Mergulhador hábil, ele se encantou com os caldeirões, e diariamente passava horas mergulhando naquelas águas. Dizem que ele descobriu uma sala secreta, onde através de uma passagem estreita se chega a um espaço amplo, seco, com uma entrada de ar...nesse local, não visto por fora, ele guardava coisas, que ainda devem estar lá, inclusive vinhos importados. Além do padre, a única pessoa que sabia chegar nesse local era um pescador, muito amigo dele, e ambos já são falecidos. O padre chegou a construir numa enorme pedreira uma capela, em honra a N. Sra. de Fátima, cumprindo uma promessa na ocasião em que quase morreu afogado lá, ainda na sua juventude. Já teve até um casamento nessa capela. Mas hoje ela não existe mais, foi destruída por vândalos. Os pescadores contam muitas histórias...Há muitos mitos em torno do local, que já foi palco de muitos encontros amorosos, e até de um crime no passado. Esse local merece ser visitado, apreciado e preservado.



- o turismo científico da cidade de Santana do Cariri, onde está um dos maiores sítios paleontológicos do mundo, com fósseis em destaque pela sua excelente qualidade;

- o turismo ecológico com a reserva ambiental da cidade vizinha de Aiuaba, onde está a segunda estação ecológica do Ceará para preservação da caatinga arbórea (vegetação alta), cujas características da bio diversidade e das paisagens são únicas no planeta, tornando o bioma um raro laboratório para os pesquisadores em todo o mundo;

- Temos em Assaré, o museu Patativa do Assaré, um dos grandes nomes da poesia cearence e maior poeta popular do Brasil;

- e em Saboeiro, um paraíso chamado Caldeirões, lugar de imcomparável beleza natural no leito do Rio Jaguaribe.



Todas essas cidades têm condição de serem exploradas no chamado turismo rural, se forem devidamente preparadas para esse fim, bem como a exploração dos artesanatos locias e a culinária típica.
Mas nosso pequeno paraíso é pouco visitado até pelos moradores do local. Isto porque lá não há nenhum alimento ou bebida à venda. O local está realmente deserto, e com o acesso mais dificultado. Não é distante da sede, mas para quem não tem um transporte, é uma boa caminhada. Havia um atalho que reduzia muito o percurso, mas o dono das terras próximas ao rio, julgou-se no direito de cercar o terreno até praticamente dentro do leito do rio,impedindo a passagem dos que circulavam por ali. Esse proprietário é um homem de posses, rico, que habita em outro Estado. Enxergando apenas o lucro, ele fez um investivento alto, instalou energia em caráter particular bem próximo ao local onde as pessoas se banham nos Caldeirões, construiu um restaurante, até uma escada facilitando a descida dos banhistas até a margem, com bica e até uma parte onde se faziam festas e confraternizações. Acontece que, várias pessoas tentaram, mas não conseguiram mantê-lo aberto por muito tempo, devido o alto custo do aluguel e da energia elétrica que é particular (só aí já seria uma quantia em torno de R$ 600,00). É um valor alto pra quem tem que tirar do movimento do bar, além das despesas e ainda ter algum lucro, porque o local é pouco visitado, e a renda dos moradores não é suficiente. Então, o dono prefere manter fechado, sofrendo depredações de vândalos, a permitir que alguém tome conta do local apenas pagando a energia, que seria uma forma de manter o local frequentado e o prédio não ser destruído. Pichado e abandonado, o local é o símbolo que que falta vontade de ver a cidade crescer. A própria prefeitura poderia também alugar o local, e dar pra alguém tomar conta, se tivesse vontade política de ver o município se desenvolver.






























