terça-feira, 8 de outubro de 2013

Leia na íntegra a entrevista com o vereador Paulo César

Leia a entrevista completa com o vereador Paulo César Cavalcante para o Jornal Folha Semanal:

Vereador Paulo César Cavalcante

O Folha Semanal esteve recentemente com o Vereador Paulo César, e ele respondeu algumas perguntas.
Vereador Paulo com sua esposa, Wilna Cavalcante
FS: Vereador Paulo, o que o fez ingressar na política?
Paulo: Eu já nasci na política. Meu pai já era político, foi vice-prefeito de Saboeiro. Meu tio Admor, foi prefeito, meu irmão foi vereador por cinco mandatos, então eu cresci num ambiente onde se falava em política diariamente, e eu sempre tive vez e voz para participar das conversas. Eu sempre gostei de política.
FS: Quais foram as principais dificuldades para você se eleger vereador?
Paulo: Na minha opinião uma concorrência muito desleal. Até mesmo dentro do grupo a deslealdade é grande. Foi muito comum visitarmos uma casa e descobrir que um colega tinha passado lá, ou as maiores lideranças, e pedido pra não votar no outro candidato. Eu fui vítima disso várias vezes, e não aconteceu só comigo. E isso é deslealdade.
FS: Qual o foco do seu trabalho como vereador?
Paulo: A pobreza. Eu penso que as pessoas mais pobres do município devem ter mais prioridade. Diante disso, considero de vital importância lutar pelas necessidades básicas: água nas comunidades, comida na mesa e o trabalho que dignifique a vida dessas pessoas.
FS: Você visita as comunidades? Você acompanha de perto a vida, as lutas dessa população mais carente?
Paulo: Sim. Principalmente as comunidades onde eu fui votado tenho procurado dar o máximo de assistência, dar atenção, ser solidário, ser amigo das pessoas. Isso é muito importante. Vale muito mais que dinheiro. A presença do político na comunidade. Tenho visitado principalmente as comunidades da Barra, Cruzeta, Muquém que abrange o Triângulo, e Juazeirinho, mas estou trabalhando no sentido de ajudar também toda a população de modo geral. Tenho visto de perto o sofrimento do povo, e as reclamações são intensas, principalmente no que se refere a emprego. E, nas comunidades rurais, sem dúvida, a solução para a falta d’água.
FS: O Folha Semanal e o Folha no Rádio tem acompanhado as reivindicações da população em relação à água. No seu trabalho junto às comunidades, sabendo que você tem acompanhado mais de perto a angústia das pessoas pela falta de água, o que você sugere para que essa situação se amenize?
Paulo: Vejo e acompanho o sofrimento do povo por falta da água, o bem mais precioso das comunidades. Entendo que, apesar da distribuição de grande número de cisternas, diante da seca que enfrentamos isso não é suficiente. Não tem carro pipa suficiente pra abastecer a quantidade de cisternas que estão sendo instaladas. Já não era suficiente pra abastecer as que já tínhamos. Na época do inverno, vai ser excelente, mas quando chegar a seca aí o povo estará sem água do mesmo jeito. Precisa-se criar alternativas a longo prazo. É preciso construir açudes grandes, que dê suporte ao abastecimento de muitas famílias e comunidades, que armazenem água durante, pelo menos, 4 ou 5 anos. Ficar construindo pequenos açudes em propriedades particulares, que não ultrapassam seis meses de armazenamento de água, não vai resolver. Dez açudes grandes no município seria a melhor solução.
FS: Cite alguns projetos importantes que você aprovou na Câmara Municipal.
Paulo: Aprovei vários projetos importantes, como o reajuste do piso salarial dos professores, o repasse do aditivo para os agentes de saúde, as reuniões itinerantes da Câmara Municipal, transporte para os alunos que estudam fora, entre outros.
FS: Sabemos que muitos projetos aprovados no legislativo, ainda não foram executados, como é o caso desse projeto do transporte escolar, de autoria do vereador Ernani Júnior, e tantos outros. Porque ficou só no papel? O que tá faltando? Não teria que haver uma cobrança maior para que esses projetos sejam executados?
Paulo: Veja bem, os projetos são aprovados pela Câmara, mas quem executa é o poder executivo. A responsabilidade passa a ser do Prefeito. A maioria dos projetos aprovados não foram executados, e geralmente nem se fala mais nisso. Mas, vocês estão certos. É papel dos vereadores cobrar a execução dos mesmos, e da população também, que deve acompanhar mais de perto as reuniões da Câmara e estar atento aos trabalhos da casa. É a partir da intervenção, participação e cobrança da população que os vereadores podem atuar com maior ou menor intensidade nas diferentes questões. Mas a decisão final de executar sempre ficará por conta do executivo. A responsabilidade é dele. Nós estamos cumprindo o nossos dever, analisando, discutindo os projetos e votando a favor daquilo que acreditamos ser bom para o povo. Agora, quero destacar que vocês, que representam a imprensa local, e digo que estão fazendo um trabalho muito bom, podem e devem ser os mentores dessas cobranças, tanto para os vereadores atuarem com mais vigor, quanto para o poder executivo pôr em prática os projetos aprovados.
FS: Você pode citar algum projeto que votou contra por acreditar que não era o melhor para a população?
Paulo: O projeto de redução da licença maternidade de seis para quatro meses. No primeiro momento eu fui contra, mas acabei sendo convencido pelos mesmos a aprovar, mediantes as razões que estes apresentaram. Embora, particularmente, vendo a necessidade dos bebês ficarem mais tempos com suas mães, eu defenda que os seis meses é mais justo para com a mãe e o bebê.
FS: Você tem a preocupação de pedir visto e analisar com critério os projetos?
Paulo: Sim. Eu fui um dos que determinou que, o projeto que tivesse para ser votado nos sábados, se até a quarta-feira não estivesse em nossas mãos, eu não votaria, e tenho cumprido isso. Teve até projetos que a gente procurou assessoria de advogados para analisar. E quero ressaltar aqui a preocupação, em especial, não só minha, nesse sentido, mas também dos vereadores Mozer, Antonio Luis e Toinho da Luzia. Particularmente e prioritariamente, nós quatro costumamos analisar com muito cuidado os projetos antes da reunião ordinária.
FS: Tem algum projeto seu lançado na Câmara?
Paulo: Sim, apresentei projetos e requerimentos. O último projeto que apresentei foi para a construção de abrigos em pontos específicos, próximos às escolas na CE, na Cohab, no Cruzeiro da parede do açude. São abrigos que vão proteger os alunos na hora da espera do transporte escolar. Como requerimentos, eu apresentei recentemente para a solução dos problemas das escolas da Melancia e Muquém, que estão as duas com as muradas derrubadas, e na Melancia, a escola enfrenta desde abril problema na fossa e numa cisterna. Também apresentei um requerimento para a Prefeitura construir ou buscar junto ao DERT uma lombada  na frente das escolas.
FS: Você tá encontrando dificuldades para exercer esse seu primeiro mandato como vereador?
Paulo: Sim, muitas. A gente sempre pensa que as coisas vão ser de um jeito e no final elas se desenham bem diferentes. Quando a gente tem o apoio integral do poder maior para agir e atender as reivindicações da população, mas não é assim. É muito diferente do que a gente pensa.
FS: É comum ainda o pensamento de alguns políticos que dizem que política se ganha com dinheiro no bolso. O que você pensa a respeito disso?
Paulo: Eu acho que o dinheiro não resolve tudo não. Acredito que o que realmente importa, e o que o povo realmente quer, é que a gente esteja ao lado do povo, presente, compartilhando com eles as alegrias e o sofrimento, sendo solidários, atendendo na medida do possível suas reivindicações, mas com muita clareza, muita sinceridade. Pra mim, política se ganha estando ao lado do povo. E o povo hoje em dia tá muito consciente do político que o considera uma mercadoria e daquele que está no dia a dia ao seu lado. Eu sou de uma raiz política onde alcançamos prestígio não por dinheiro, mas por serviço prestado, por amizade. Muitos votaram em mim dizendo que iriam votar em consideração a meu pai, ou pela memória do meu irmão, outros por amizade a minha mãe... Hoje, as pessoas já podem ver que eu faço política da mesma forma, com serviço prestado, solidariedade, amizade. O povo hoje está mais esclarecido, e caminhamos para que cada vez mais o eleitor venha a refletir sobre em quem ele deve colocar no poder. Votar é uma responsabilidade muito grande, e merecer o voto do eleitor é uma responsabilidade maior ainda. Eu sou muito grato às comunidades que me elegeram, e estarei sempre ao lado dessas pessoas simples, amigas, batalhadoras.
FS: Como você se relaciona com os seus colegas vereadores, da oposição e da situação?
Paulo: Muito bem, com todos eles. Não tenho nenhuma indiferença com nenhum deles. Aliás, quero ressaltar aqui que o vereador que até hoje, mais projetos apresentou, e teve todos aprovados por unanimidade, foi o vereador Arnóbio Júnior. Acho que o reconhecimento é importante, e, na sua juventude, na sua coerência, o jovem vereador da oposição vem surpreendendo, sendo bem atuante.
FS: Como você avalia a atual situação política de Saboeiro?
Paulo: (Risos) Agora você me pegou! Bem, é evidente que há muito a ser feito. Mas, vamos ser confiantes que nos próximos três anos isso aconteça. Eu acredito que ainda pode mudar muita coisa!
FS: Nas suas conversas com os populares, o que o povo diz? O povo tá satisfeito?
Paulo: Não! O povo não tá satisfeito. Todos estão muito descrentes da política. Como eu disse anteriormente, há muito a ser feito!
FS: Suas considerações finais:
Paulo: Eu só tenho a agradecer e parabenizar a vocês pelo trabalho que vêm realizando. Me coloco a disposição de vocês. Quero frisar que eu tô com vocês e tô com a verdade, doa a quem doer.  Quando eu pedia voto e quando assumi uma vaga na Câmara Municipal, eu sempre disse: eu estou do lado do povo. Vocês estão fazendo um trabalho voltado para o povo, e eu estou com o povo. O que for contra o povo eu não apoio.


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